Redes Sociais e Dicas de Saúde, como filtrar?

Artigos

Hoje em dia quando temos uma dúvida sobre alimentação ou saúde, a forma mais rápida de obtermos uma resposta acaba por ser uma pesquisa  rápida no google. Apesar de útil, porque nos dá uma resposta imediata, a verdade é que a maioria das vezes é bastante confuso. Para além disso, mesmo sem procurarmos, não é incomum a partilha deste tipo de informação em redes sociais, televisão e outros meios de comunicação.

Mas quem nunca sentiu que às vezes há informação a mais nas redes socias? Quem nunca ficou confuso com a quantidade de opiniões opostas? Quem nunca ficou na dúvida do que comer, que exercício fazer, ou o que realmente resulta na perda de peso? Pois bem, também nós as vezes ficamos confusas, e este artigo surge no sentido de te ajudar a perceber que informação é relevante 🙂

Aqui vão algumas maneiras de avaliar a informação que se partilha nas redes sociais:

Credibilidade: quem fala sobre o que? De uma forma geral é bom que quem fala sobre um determinado assunto tenha formação nessa mesma área, visto que à partida terá capacidade de partilhar informação mais “filtrada”. Claro que, nem só a formação na área determina a veracidade da informação, pelo que é sempre bom questionarmos aquilo que ouvimos, principalmente se para nós não fizer sentido. Lembrar que: Questionar um profissional de saúde não implica faltar ao respeito ou por em causa o que nos disse. Todos temos o direito de, em consulta, pedir esclarecimentos e fazer perguntas sobre a terapêutica/plano propostos, e podemos faze-lo de forma simpática e educada 🙂 De forma geral, um bom profissional de saúde não terá qualquer problema em esclarecer as nossas dúvidas!

Se é bom de mais para ser verdade, provavelmente não é mesmo verdade. Exemplos prático incluem: dietas de perda de 15 kg numa semana, suplementos de cura milagrosa, ou planos que prometam resultados sem qualquer esforço. Talvez um dia, todas estas ferramentas sejam uma realidade, mas a verdade é que hoje em dia, as alterações de estilos de vida mais sustentadas e benéficas a longo prazo, são as que requerem esforço e paciência. Por vezes, o dinheiro que gastamos nestes planos milagre e suplementos fantasia, poderia ser suficiente para um acompanhamento frequente por um profissional de saúde, e esse sim seria capaz de nos ajudar a atingir objetivos reais 🙂 Sabemos que há dias que queremos ver resultados “amanhã”, e há estratégias que nos podem ajudar a ficar mais motivados, mas de forma geral o melhor é mesmo tentar fazer mudanças que durem!

Dietas radicais: Dietas que prometem resultados à custa da restrição total de um grupo de macronutrientes (proteínas, gorduras, hidratos de carbono) ou grupos alimentares essenciais (frutas, vegetais, leguminosas), geralmente não são benéficas a longo prazo. Uma dieta saudável deve ser equilibrada e como tal incluir vários grupos de alimentos. Adicionalmente, viver em constante restrição, excluindo um dos principais componentes da dieta, não é sustentável a longo prazo e pode aumentar o risco de futuros distúrbios alimentares.

Dietas que promovem a compra de um suplemento ou tratamento específico. Em alguns casos específicos, a toma de um suplemento pode ser benéfica. Contudo, na população em geral não há necessidade de um suplemento ou alimento especifico para perda de peso. Perder peso não implica comprar um pózinho de uma marca específica que só se vende num determinado sítio. É bem mais simples. E por isso se depois de um discurso sobre um plano milagre, vem a venda de um produto que só se vende num sitio e de uma determinada marca: suspeitem. Lembrem-se que uma dieta saudável, mesmo para perda de peso, não implica obrigatoriamente gastar mais dinheiro.

Confirmar a informação. Este ponto não implica ler exaustivamente 70 artigos no pubmed. Implica apenas uma rápida pesquisa em sites cientificamente credíveis. Ainda assim, relembrar que há áreas em saúde e nutrição mais difíceis de estudar que outras, e que por isso toda a informação deve ser lida com algum bom senso 🙂 Aqui vão alguns bons exemplos de sites onde podem procurar informação: https://www.cochrane.org, https://www.efsa.europa.eu/en, https://www.fda.gov, https://www.dgs.pt, https://sciencebasedmedicine.org, entre outros.

Por fim:

A informação é cada vez mais, e mesmo havendo artigos que suportem muitas das afirmações partilhadas, a verdade é que o que hoje é verdade, amanha pode não ser. Neste sentido: não sejam fundamentalistas. Nada por si só mata ou salva vidas. Somos o resultado de todas as escolhas que fazemos diariamente e por isso o importante é que as façamos de forma consciente e com algum equilíbrio (incluindo equilíbrio mental 🙂

Esperamos que tenha sido útil! Boa semana

Shakshuka Vegan

Receitas

Hoje trazemos a versão vegan de um prato tradicional do médio oriente.

É muito simples e a versão original usa ovos “escalfados” no molho de base. Nós decidimos trocar os ovos por espinafres e grão, e aqui fica nossa versão 🙂

Ingredientes:

3 tomates grande cortados aos cubos (podem usar uma lata grande de tomate pelado)

1 pimento vermelho

2 dentes de alho

2 cebolas (de preferência doces)

1 colher de sopa de azeite

Sal, pimenta, e ervas de Provence (ou oregaos se não tiverem)

1 frasco de grão de bico cozido

200 g de espinafre fresco

Receita:

  1. Num wok ou tacho fundo, refogar a cebola picada e o pimento vermelho já cortado em lume médio.
  2. Quando a cebola estiver translucida, juntar o alho, e o tomate. adicionar meia chávena de chá de água e deixar cozinhar mais um pouco.
  3. Deixar refogar durante uns 15-20 min em lume médio baixo até ficar tudo bem cozinhado. Quando estiver pronto, triturar a mistura com ajuda de uma varinha mágica.
  4. Depois, temperar com sal, pimenta e ervas aromáticas a gosto.
  5. Por fim, juntar o grão de bico e espinafres. Deixar que o espinafre perca volume e depois servir 🙂

Na verdade não passa de um molho tipo marinara ao qual juntei grão e espinafre! (ou um “estufado de grão”). Mas fica muito saboroso e delicioso servido com massa ou arroz (na fotografia usei arroz falso de bróculos que comprei no pingo doce).

Espero que gostem!

Rastrear – Sim ou não? Quais as recomendações?

Artigos

Olá a todos!!

Na semana passada, falámos sobre checkups (se não leram aconselhamos muito!!), e concluímos que estes não estão recomendados em pessoas saudáveis e sem qualquer sintoma. No entanto, não podíamos deixar de falar do caso específico dos rastreios que têm evidência científica que sustenta a sua realização. Estes sim, devem serrealizados mesmo em pessoas saudáveis.

Iremos falar essencialmente sobre os rastreios oncológicos do cancro de mama, colo de útero e cólon e reto. Estes rastreios devem ser realizados em qualquer pessoa, mesmo sem fatores de risco para além da idade e do sexo. De destacar que a presença de sintomas ou fatores de risco pessoais ou familiares pode justificar a realização destes testes numa periodicidade diferente (e nesses casos não são seguidos os critérios que iremos falar de seguida).


Para que serve um rastreio?

Um rastreio tem por objetivo detetar e tratar doenças numa fase precoce de forma a diminuir a mortalidade e morbilidade associadas.

Assim, fazem parte dos programas de rastreios doenças com impacto na saúde em que existem formas de diagnóstico e de tratamento disponíveis e acessíveis à população.

Cancro do colo do útero

Destina-se à população do sexo feminino com idade igual ou superior a 25 anos e igual ou inferior a 60 anos. Antes dos 25 anos apenas é realizado caso a vida sexual tenha começado há mais de 3 anos.

O teste primário é a pesquisa do vírus do papiloma humano -HPV (pesquisa de ácidos nucleicos dos serotipos oncogénicos do HPV), em citologia vaginal, a realizar de 5 em 5 anos. Entre os 25 e os 30 anos poderá ser feita apenas a citologia (análise ao microscópio das células do colo do útero recolhidas) de 3 em 3 anos na ausência de alterações.

Cancro de mama

Destina-se à população do sexo feminino, com idade igual ou superior a 50 anos e igual ou inferior a 69 anos. O teste utilizado é a mamografia e, caso o resultado da anterior não tenha alterações, é realizado com uma periodicidade de 2 anos. Em alguns casos pode ser pedida ecografia mamária para complementar a interpretação da mamografia.

Cancro do cólon e reto

Destina-se à população de ambos os sexos com idade igual ou superior a 50 anos e igual ou inferior a 74 anos. O teste primário é a pesquisa de sangue oculto nas fezes, pelo método imunoquímico, a realizar de 2 em 2 anos e, na presença de um resultado positivo, deve ser realizada colonoscopia total. Em alguns casos também se poderá optar pela realização de colonoscopia como método de rastreio, a realizar de 10 em 10 anos, caso não hajam alterações.

PSA, fazer ou não fazer?

A determinação do antigénio específico da próstata (PSA) não deve ser prescrita para rastreio populacional de carcinoma da próstata. Ou seja, numa pessoa sem sintomas não está recomendado por rotina dosear o PSA. Esta avaliação apenas faz sentido na presença de sintomatologia ou para monotorização de carcinoma de próstata após tratamento.

Tentámos que este post fosse o mais simples possível, sem detalhar os procedimentos de casos mais específicos visto que o nosso objetivo é apenas aumentar a literacia em saúde numa população saudável. Em casos de sintomatologia ou doença conhecida deve ser sempre consultado um médico.

Esperamos que a informação vos seja útil.

Beijinhos

Bibliografia:

– Diário da república eletrónico – Despacho n.º 8254/2017

– Consenso sobre infecção por HPV e neoplasia intraepitelial do colo do útero e vagina

–  NOCs Prescrição e Determinação do Antigénio Específico da Próstata

Panquecas em 5 minutos

Alimentação, Receitas

Olá olá!!

Quem não adora começar o dia com panquecas? Pois bem, a receita que vos trazemos hoje é super rápida, saudável e deliciosa.

Ingredientes:

  • 2 ovos
  • 1 banana
  • 1 csopa de farinha de coco

Receita:

  • Numa liquificadora triturar os ovos, a banana e a farinha de coco;
  • Pré aquecer uma frigideira e dispor o preparado anterior em forma de panquecas;
  • Tapar a frigideira e aguardar cerca de 2-3 min antes de virar e aguardar mais 2-3 min
  • Servir com toppings a gosto

Experimentem, ficam maravilhosas!!

Beijinhos

É boa ideia fazer um check-up?

Sem categoria

Cada vez mais, os chamados “check-ups” são um motivo comum para que muitos adultos saudáveis, sem queixas ou fatores de risco, consultem o médico. Mas será que esta é uma boa prática? Hoje tentamos esclarecer esta questão com base na melhor evidência científica disponível.

Em primeiro lugar, o que é um check-up geral de saúde?

Os “check-ups” ou os chamados “exames de rotina” são uma série de testes propostos a um indivíduo que não tem sintomas ou fatores de risco, com o objetivo de prevenir ou detetar precocemente uma doença (ou fatores de risco), para assim reduzir a morbilidade (doença) e mortalidade ou para tirar preocupação ao utente.

Nota: É importante distinguir estes check-ups gerais de uma série de exames de rastreio selecionados, por exemplo, pelo seu médico de família de acordo com o seu julgamento clínico. Tentando simplificar, podemos pensar num check-up como um conjunto de exames previamente definidos, independentemente do seu perfil, oferecidos à população geral como um serviço. Contrastando, outra situação frequente, mas diferente, é quando os médicos de família, com base no que conhecem e avaliam da pessoa e seus familiares, propõem um conjunto de exames que consideram adequado ao perfil do utente que têm à frente.

A composição dos check-ups é muito variável, podendo ir desde um conjunto de testes simples (como a medição do colesterol e do o açúcar no sangue), até exames de imagem avançados (como a ressonância magnética). Os check-ups podem ser disponibilizados no contexto de saúde ocupacional a trabalhadores de determinadas empresas, como política de saúde nacional, ou, como acontece em Portugal, como um serviço privado, por preços que variam entre os 275 e 2000 euros.

Nota: As informações que partilhamos neste post baseiam-se em evidência robusta de qualidade (revisão sistemática e metanálise que analisou 17 ensaios clínicos aleatorizados, abrangendo um total de 251.891 participantes). Estes estudos comparavam a realização de check-ups gerais de saúde com a sua não realização (em adultos) e avaliaram resultados clinicamente relevantes (mortalidade global, por cancro e por doença cardiovascular).

Quais os riscos e benefícios de fazer um check-up geral de saúde?

Não se verificaram benefícios na população adulta geral. Esta prática não reduz a morbilidade (doença) ou a mortalidade em geral, por doença cardiovascular ou por cancro. Por outro lado, é importante lembrar que, assim como qualquer ato médico, a realização de testes de rastreio e exames de diagnóstico tem os seus riscos associados. Mais, por vezes dão resultados errados (falso-positivos) ou sem significado que, além de causar ansiedade, podem levar à realização de mais testes (e até tratamentos) sem necessidade.

Concluindo, podemos convictamente afirmar que não existe uma lista de exames que se deva aplicar a toda a gente de forma indiscriminada. A decisão de se efetuarem testes laboratoriais de rastreio (assim como a escolha dos exames a fazer) deve ser baseada na idade, sexo e fatores de risco de cada pessoa. Ainda assim, continua a justificar-se a investigação de testes de rastreio isolados, direcionados a patologias específicas e de preferência estudando resultados clinicamente relevantes como a mortalidade.

Na próxima semana, partilhamos convosco alguns exemplos de testes de rastreio direccionados a patologias específicas assim como as indicações para a sua realização, com base em evidência científica. Algum palpite?

Bibliografia:

Avelate

Alimentação, Receitas

Olá olá! Como já é costume, quarta-feira é dia de receita.
Esta é Vegan, adoçada apenas com fruta e com poucos ingredientes 🙂 Chama-se avelate e já vão perceber porquê! Se fizerem mostrem-nos com o tag @thelifestyleplan!

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Podem ver o passo a passo em video Aqui!

Ingredientes:

Base:

  • 150g aveia
  • 20g cacau em pó
  • 170g purê de tâmaras (150-160g de tâmaras descaroçadas, demolhadas durante 20 min em água a ferver e trituradas com um bocadinho de água (≈20 ml) até ficar em consistência de puré)

Recheio:

  • 200g de avelã torrada (de preferência sem casca)
  • 200g de puré de tâmara

Receita:

Para a base:

  1. Triturar  a aveia, cacau e puré de tâmaras num processador até ficar uma pasta moldável. Adicionar 100 a 150ml de água conforme necessário para ajustar a consistência.

2. Forrar forma quadrada ou rectangular com película aderente.

3. Prensar a mistura no fundo até ficar uma camada de +/- 1.5cm de espessura, bem uniforme.

Levar ao congelador enquanto preparam o recheio.

Para o recheio:

  1. Demolhar as avelãs durante 30/50 min (opcional, só facilita o processo).
  2. Num processador, juntar o puré de tâmaras com as avelas e triturar muito bem até ficar sem pedaços e uma mistura bem homogénea. Aqui podem provar e ver se preferem adoçar um pouco mais. Na minha opinião não é preciso 🙂
  3. Verter em cima da base já feita, e levar ao congelador mais 3 horas.
  4. Antes de servir, retirar do congelador e esperar 20 minutos para conseguir cortar 🙂

OPCIONAL:

Derreter 20g de chocolate preto com um bocado de bebida vegetal e espalhar por cima das fatias (depois de congeladas).

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Correr por boas causas

Artigos, Exercício

Hoje é dia de falarmos sobre um dos pilares de um estilo de vida saudável- a atividade física! Neste post, queremos dar-vos a conhecer as recomendações  gerais de atividade físca (de acordo com os vários grupos etários) e partilhar algumas dicas simples.

Em primeiro lugar, gostávamos de esclarecer os conceitos: atividade física, exercício físico e desporto.

  • Atividade física: qualquer movimento realizado pela musculatura esquelética do corpo (os principais músculos), que resulte num gasto energético acima dos valores de repouso (ex: caminhar, limpar a casa, jardinagem…).
  • Exercício físico: toda a prática consciente de atividade física, realizada com um objetivo específico (ex: melhorar a saúde) e bem delineada no tempo, com ou sem prescrição.
  • Desporto: associa-se ao jogo e à competição, correspondendo ao sistema organizado de movimentos e técnicas corporais executados no contexto de atividades competitivas regulamentadas.

De uma forma simplificada, podemos avaliar a intensidade da atividade física da seguinte forma:

  • Atividades físicas moderadas – “Consegue falar, mas não cantar”. 
    • Exemplo: caminhar rapidamente.
  • Atividades físicas vigorosas–  “Não consegue cantar nem falar”.
    • Exemplo: Corrida, aulas de grupo de alta intensidade.

Quais são então as recomendações de atividade física dadas pela Direção Geral de Saúde (DGS)?

  • Crianças <5 anos:
    • > 3horas de atividades físicas ao longo do dia.
  • Crianças >5 anos e adolesentes:
    • >60 minutos de atividade física moderada a vigorosa por dia, que devem incluir 20 a 30 min de atividades que solicitem o sistema músculo esquelético  (ex: saltar, correr).
  • Adultos:
    • >150 minutos de atividade física moderada por semana ou >75minutos de atividade física vigorosa por semana (ou uma combinação equivalente).
  • Grávida:
    • >150 minutos de atividade física moderada por semana

Não costuma praticar exercício de forma regular? Não sabe por onde começar? Aqui ficam algumas dicas!

  1. Comece com exercícios mais ligeiros e vá aumentando a intensidade e frequência da atividade física gradualmente
  2. Faça exercícios ou atividades que goste, o que importa é mantermo-nos ativos
  3. Desafie um amigo de forma a que se possam motivar mutuamente- por exemplo, se quiser pôr a conversa em dia com alguém, experimente fazê-lo a dar uma caminhada (em vez que ficar sentado)
  4. Evite passar muito tempo sentado e intercale esse tempo com breves caminhadas ou alongamentos (ex: no seu local de trabalho ou a ver televisão)
  5. Opte sempre pelas escadas (se forem muitos andares, pode experimentar ir parte do percurso pelas escadas e o resto de elevador, por exemplo)
  6. Para curtas distâncias, evite o carro e vá a pé ou de bicicleta
  7. Se usar transportes públicos, saia numa paragem antes e aproveite para fazer uma caminhada
  8. Se usar o carro para ir para o trabalho, experimente estacionar o carro um pouco mais longe e fazer esse trajeto final a pé
  9. Brinque com os seus filhos/netos
  10. Faça caminhadas no jardim/parque mais próximo de sua casa
  11. Não abdique de atividades domésticas que exijam um maior dispêndio energético (ex: limpar vidros, jardinagem)
  12. Tente guardar sempre cerca de 30 minutos diários para a prática de exercício físico

Por fim, aproveitamos este post para divulgar a corrida Saúde + Solidária que decorrerá no dia 28 de Abril de 2019. Esta corrida é uma atividade sem fins lucrativos desenvolvida pela Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina de Lisboa (AEFML) que tem como objetivo a criação de laços entre a promoção da saúde e a vertente solidária. Todos os lucros revertem a favor de 4 associações: Associação Pais 21, Instituto de Medicina Molecular, Associação de Intervenção Comunitária CRESCER e a Associação de Atividade Motora Adaptada (A.A.M.A). O evento inclui 4 provas distintas: a caminhada de 5 Km e 3 provas de corrida, 5 km, 10 km e 15 km. 

Nós vamos participar, e tu?

Para mais informações e inscrições: https://www.corridasaudesolidaria.com

Partilhem connosco quais as vossas dicas para se manterem ativos, gostamos de receber o vosso feedback.

Um beijinho,

Baba de Camelo Saudável

Receitas

Hoje trazemos mais uma receita doce que requer apenas 3 ingredientes. Já sabemos de algumas pessoas que experimentaram e adoraram, por isso agora é a tua vez! 🙂

Ingredientes :

(para uma dose pequena, usem o dobro caso queiram uma dose maior)

  • 200g de iogurte (de soja, sem acúcar adicionado ou natural magro)
  • 120g de tâmaras medjool demolhadas em água
  • 1 colher de sopa de manteiga de amendoim ou amêndoa

Receita:
1. Demolhar as tâmaras durante 20min em água a ferver
2. Num processador, juntar as tâmaras já moles e descaroçadas, uma colher de soja de manteiga de amêndoa e o iogurte.
3. Triturar tudo muito muito bem até ficar bem triturado e homogéneo.
4. Levar ao frio 1 a 3 horas e servir! ☺️

Uso as tâmaras medjool porque acho que têm um sabor mais caramelizado, mas na verdade se usarem as outras a receita fica igualmente deliciosa. 🙂

A manteiga de amêndoa faz toda a diferença!

Esperamos que gostem. Gostam destas alternativas adoçadas apenas com fruta?

Já não tenho o período. E agora? – Uma conversa sobre Amenorreia

Artigos, Exercício, Saúde da Mulher, Sem categoria


Olá olá! Hoje vamos falar sobre amenorreia (ausência de menstruação). Afinal o que é, porque ocorre e como se trata?

Este é um tema muito pedido já há algum tempo e, apesar de  bastante específico, é importante falar dele já que quando acontece é uma fonte de stress e que deixa muitas dúvidas e preocupações. É um tema extenso e que deve motivar a consulta de um profissional de saúde, pelo que hoje abordaremos apenas uma das suas (variadas) causas: a que se prende maioritariamente ao estilo de vida.

Nota: Nenhuma informação dada aqui dispensa a consulta de um médico. O intuito deste artigo é simplesmente o de contribuir para a educação na área da saúde 🙂

Antes de mais, é importante diferenciar amenorreia de ciclos irregulares. Assim, a amenorreia  refere-se à ausência de menstruação durante mais de 6 meses, e os ciclos irregulares definem-se por uma variação de ciclo para ciclo de mais de 9 dias, num período de referência de 6 meses.

A amenorreia (ou ausência de menstruação) pode ter várias causas, incluindo: gravidez, alterações anatómicas do útero, alterações genéticas, stress, excesso de exercício físico, etc.

Dependendo da sua causa, pode ser classificada como:

Primária se for numa mulher que nunca tenha menstruado antes, ou

Secundária, numa mulher que já tenha tido a menarca (primeira menstruação da vida) e que deixa de menstruar.

A causa mais frequente de amenorreia em mulheres em idade fértil é a gravidez (que deve ser das primeiras hipóteses a descartar!). Para além desta temos:

(retirada do http://metis.med.up.pt/index.php/Amenorreia )

Perante uma amenorreia, o primeiro passo é despistar as causas supracitadas em consulta de Ginecologia e Obstetrícia, Endocrinologia ou de Medicina Geral e Familiar, recorrendo aos devidos meios complementares de diagnóstico (análises, ecografia, etc.). Quando todas as outras causas foram despistadas, surge uma hipótese de diagnóstico designada segundo alguns autores como “Amenorreia hipotalâmica funcional” (AHF).

O que é?

A AHF é caracterizada pela ausência de menstruação devido a supressão do eixo hipotálamo-hipófise-ovário, na ausência de outras causas anatómicas ou orgânicas para a amenorreia. De forma sumária e simples este é o eixo hormonal responsável pela regulação do ciclo menstrual, sendo que estimula a libertação de hormonas como o estrogénio e progesterona, entre outras. Simultaneamente, são as hormonas estimuladas pelo eixo que vão regular a sua ativação (“feedback positivo/negativo”).

Neste post não nos vamos focar tanto na fisiopatologia da doença mas sim na apresentação e tratamento da mesma!

A AHF é das causas mais frequentes de amenorreia, juntamente com a gravidez e o síndrome dos ovários poliquisticos (com a qual é algumas vezes confundida, já que a ecografia também pode apresentar ovários multifoliculares – semelhantes aos ovários poliquisticos).  

Apresentação:

Geralmente apresenta-se como ausência de menstruação com uma duração maior ou igual a 6 meses e alguns autores dividem a AHF em 3 tipos principais:

  • Associado ao Stress
  • Associada à perda de peso
  • Associada ao exercício

Apesar destas associações, é importante salientar que a AHF pode estar presente independentemente do peso e IMC da pessoa em questão, sendo que mesmo mulheres normoponderais (com o peso considerado normal) podem apresentar AHF. Ainda assim, o défice calórico parece ser um factor crítico tanto na amenorreia associada a perda de peso como na que se associa ao exercício.

Uma  forma simples (mas muito pouco científica) de explicar o que acontece é imaginar que, numa situação de stress e défice calórico, o nosso corpo “decide” que não é a altura certa para engravidar, pelo que deixa de produzir as hormonas necessárias para a ovulação (que depois da fecundação resulta em gravidez).  Assim, acaba por haver diminuição dos níveis de estrogénio, sendo este também um aspecto característico deste tipo de amenorreia (e que se revela nas análises de sangue).

Outro aspecto importante é que, pelo facto do corpo não ser capaz de produzir um óvulo e ter níveis hormonais desregulados, é frequente a ecografia revelar múltiplos folículos no ovário (que normalmente apresenta dimensões normais). Este achado imagiológico leva algumas vezes a um diagnóstico de “síndrome dos ovários poliquisticos”, que nem sempre está correcto. O diagnóstico de síndrome dos ovários poliquisticos não é feito apenas com base na alteração na ecografia e amenorreia. É uma síndrome complexa que inclui alterações analiticas especificas (ausentes AHF) e que de forma geral é mais frequente em mulheres com excesso de peso do que com baixo peso.

Consequências

O défice de estrogénio prolongado não permite então que ocorra menstruação e pode ainda comprometer a função e qualidade da massa óssea. Nos casos de amenorreia é também necessário avaliar o endométrio (camada interna do útero), pois existe o risco de espessamento endometrial para além dos limites considerados normais.

É importante por isso que estas alterações sejam avaliadas por um ginecologista, através de ecografia ou outros meios complementares de diagnóstico adequados.  

A pensar nestas alterações, alguns profissionais sugerem a toma da pílula para regular os níveis hormonais (apesar de continuar sem haver ovulação) e recuperar a menstruação. Contudo, é importante perceber que a pílula não vai tratar a causa da amenorreia, vai simplesmente mascarar as suas consequências, pelo que tomar a pílula apenas com o propósito de tratar os sintomas não está recomendado atualmente.

Dependendo da causa, a AHF deve ser abordada de forma diferente, sendo que o objetivo será sempre tratar o problema de base. Muitas vezes os 3 tipos de AHF sobrepõem-se, já que é comum ver pessoas com alta restrição calórica e stress simultaneamente. Percebendo então porque ocorre, é importante falarmos do seu tratamento.

Tratamento

Alimentação e Exercício

Quase que é  irónico falar de ganho de peso e diminuição do exercício num blog em que promovemos tantas vezes o exercício físico e alimentação saudável. Mas a verdade é que nenhum extremo é saudável. Os fundamentalismos raramente são benéficos e o “ser saudável” é diferente de ser magro ou treinar por obrigação todos os dias. Assim, o que promovemos é o bem estar geral, ser activo, comer bem, mas saber relaxar também.

Apesar de não haver nenhum consenso ou recomendação específica relativamente ao número de treinos ou plano alimentar, sabemos que corrigir o balanço energético é um passo essencial no tratamento deste tipo de amenorreia. Assim, um dos primeiros passos é: parar de fazer dieta e parar de tentar emagrecer.  Neste sentido, a ajuda de um nutricionista pode ser útil mas, muitas vezes, quando a causa está relacionada com um distúrbio alimentar, é imprescindível procurar a ajuda de um profissional na área de saúde mental (da qual falaremos a seguir).

Relativamente à percentagem de massa gorda ou de peso necessários para recuperar as menstruações, é importante perceber que tecido adiposo (massa gorda) é essencial para formação de hormonas pelo que este é fundamental para o normal funcionamento do nosso organismo. Assim, perante uma AHF com peso e massa gorda abaixo do normal recomendado para a idade, é importante a recuperação do peso incluindo massa gorda.

Pessoalmente, acreditamos que mais do que metas de peso, é importante resolver comportamentos restritivos, já que estes também são um fator de stress importante, podendo contribuir para a desregulação hormonal.

Stress e saúde mental

Alguns autores referem alguns factores psicológicos em comum entre jovens com AHF, nomeadamente: perfeccionismo, história de dificuldades na infância, exposição a stress crónico e alterações do comportamento alimentar. Assim, é essencial abordar a vertente psicológica da AHF e trabalhar no sentido de melhorar a saúde mental. Assim, o acompanhamento por um psicólogo qualificado caso haja possibilidade e seja necessário deve fazer parte do tratamento.

Gostávamos de aproveitar para relembrar que a saúde mental é tão importante como a física. É óbvio para todos que um pé partido tem de ser visto e tratado por um médico. Então porque é que achamos que que uma depressão ou distúrbio alimentar se resolve “sozinho”? Saber pedir ajuda é essencial e tentar ser ajudado também. Comer tudo direitinho e fazer exercício 3-5 vezes por semana, chegando ao fim do dia exaustas, stressadas e revoltadas não é bom nem saudável. E por isso é tão importante deixar o estigma de lado e valorizarmos a nossa saúde mental tanto quanto valorizamos o nosso peso, análises, rastreios, etc..

Nota: Para quem não sabe, o acompanhamento psicológico pode ser feito através dos cuidados de saúde primários, pelo que quem não tem possibilidade de o fazer em hospitais ou clínicas privadas pode discutir com o seu médico de família essa possibilidade!

Tratamento farmacológico

O tratamento farmacológico não vai ser abordado neste post, já que deve ser feito com o acompanhamento de um ginecologista ou endocrinologista.

Tratamento das consequências

As recomendações atuais da sociedade europeia de endocrinologia e da sociedade americana de medicina reprodutiva não aconselham a toma da pílula contraceptiva se o único propósito for recuperar a menstruação e melhorar a densidade mineral óssea.

Relativamente ao risco de infertilidade: calma. Muita gente fica em pânico com medo de não conseguir engravidar na altura que quiser. Actualmente, a maioria da evidência mostra que uma vez resolvidas as causas da amenorreia e com o acompanhamento certo, a fertilidade mantém-se e engravidar não é um problema. Ainda assim, é um ponto importante para nos relembrar que há coisas mais importantes que cumprir com todos os requisitos da sociedade, incluindo os de peso, carreira profissional ou académica, e forma corporal. A nossa saúde passa por sermos equilibrados. E por isso saber relaxar também é essencial 🙂

Conclusão

Este foi um tema muito pedido que foi ligeiramente adiado por ser bastante complexo. Foi tudo feito com base na evidência disponível mas este é um assunto que ainda precisa de muitos estudos e melhor compreensão do ponto de vista científico. Contudo, espero que vos tenha ajudado a perceber de que forma os estilos de vida têm um impacto no aparecimento da amenorreia funcional secundária. Qualquer dúvida deixem nos comentários que tentaremos responder. Deixo aqui umas últimas dicas para quem se encontra nesta situação:

  1. Recorrer ao médico de família/ginecologista/endocrinologista para excluir outras causas e perceber qual a causa em questão. Não tenham medo de fazer perguntas. É importante fazer uma extensa história clínica para perceber exactamente o que pode estar a causar a amenorreia.
  2. Saber que o primeiro passo para recuperar a menstruação é tratar a sua causa,  e portanto:
    1. Relaxar – Saber que é uma situação reversível e saber que com as estratégias certas as coisas podem melhorar. E que ,quando melhorarem, tudo voltará ao normal.
    1. Repor as calorias necessárias (que muitas vezes inclui diminuir o exercício físico e ganhar peso)
    1. Acompanhamento multidisciplinar – Muitas vezes é necessária ajuda de profissionais de saúde, incluindo psicólogo, nutricionista e ginecologista ou médico de família.
  3. Saber esperar: sabemos que pode ser frustrante ter feito o esforço de ganhar peso, diminuir a carga de exercício e tentar estar menos stressada, mas as coisas requerem o seu tempo. E é mesmo importante que o facto de estar em amenorreia não seja mais um factor de stress. Às vezes demora tempo, mas desde que o acompanhamento se mantenha e que se continuem a tratar as causas iniciais, estarão no bom caminho.

É isto! Este post tem como objectivo ajudar quem esteja nesta situação, sabendo que o primeiro passo é ser visto por um profissional de saúde especializado. Esperamos do fundo do coração que tenha ajudado a esclarecer algumas dúvidas.

Um grande beijinho

Bibliografia:

Gordon, C. M., MD. (2010). Functional hypothalamic amenorrhea. The New England Journal of Medicine. Retrieved March 4, 2019.

Gordon, C. M., MD, & Ackerman, K. E. (2017). Functional Hypothalamic Amenorrhea: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline. J Clin Endocrinol Metab, 1413-1439. doi:10.1210/jc.2017-00131

Klein, D. A., MD, & Poth, M. A., MD. (2013). Amenorrhea: An Approach to Diagnosis and Management. American Academy of Family Physicians. Retrieved March 2, 2019.

B.Meckzekalski, &K. Katulski. (2014). Functional hypothalamic amenorrhea and its influence on women’s health. Journal fo Endocrinology Investigation. doi: 10.1007/s40618-014-0169-3

Bolinhas de Cookie Dough

Receitas

Olá Olá 🙂 Hoje deixamos aqui mais uma receita muito simples e acessível.

Muitas vezes achamos que comer bem acaba por ser complicado e mais caro quando na verdade, se quisermos, isso não tem de ser verdade. Com as receitas aqui no blog tentamos mostrar alternativas que sejam fáceis de reproduzir, com ingredientes que facilmente compram ou tem em casa. 🙂

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Ingredientes:

  • 50-60g de manteiga de amendoim (usámos a da @goingnuts) http://www.goingnutsportugal.pt
  • 150g de grão de bico cozido
  • 3 tâmaras ou uma colher de sopa de mel/xylitol/ adoçante à escolha
  • Opcional: pepitas de chocolate ou cacau cru

Receita:

1. Secar bem o grão de bico com papel ou pano de cozinha.

2. Triturar a manteiga de amêndoa/amendoim e o grão de bico e as tâmaras até ficar uma pasta homogênea. Numa taça a parte, juntar as pepitas.

3. Levar ao frigorífico durante uma hora e servir 🙂

É muito simples mas vale mesmo a pena experimentar! O grão pode parecer estranho mas com o sabor da manteiga de amendoim não se nota nada 🙂