Redes Sociais e Dicas de Saúde, como filtrar?

Hoje em dia quando temos uma dúvida sobre alimentação ou saúde, a forma mais rápida de obtermos uma resposta acaba por ser uma pesquisa  rápida no google. Apesar de útil, porque nos dá uma resposta imediata, a verdade é que a maioria das vezes é bastante confuso. Para além disso, mesmo sem procurarmos, não é incomum a partilha deste tipo de informação em redes sociais, televisão e outros meios de comunicação.

Mas quem nunca sentiu que às vezes há informação a mais nas redes socias? Quem nunca ficou confuso com a quantidade de opiniões opostas? Quem nunca ficou na dúvida do que comer, que exercício fazer, ou o que realmente resulta na perda de peso? Pois bem, também nós as vezes ficamos confusas, e este artigo surge no sentido de te ajudar a perceber que informação é relevante 🙂

Aqui vão algumas maneiras de avaliar a informação que se partilha nas redes sociais:

Credibilidade: quem fala sobre o que? De uma forma geral é bom que quem fala sobre um determinado assunto tenha formação nessa mesma área, visto que à partida terá capacidade de partilhar informação mais “filtrada”. Claro que, nem só a formação na área determina a veracidade da informação, pelo que é sempre bom questionarmos aquilo que ouvimos, principalmente se para nós não fizer sentido. Lembrar que: Questionar um profissional de saúde não implica faltar ao respeito ou por em causa o que nos disse. Todos temos o direito de, em consulta, pedir esclarecimentos e fazer perguntas sobre a terapêutica/plano propostos, e podemos faze-lo de forma simpática e educada 🙂 De forma geral, um bom profissional de saúde não terá qualquer problema em esclarecer as nossas dúvidas!

Se é bom de mais para ser verdade, provavelmente não é mesmo verdade. Exemplos prático incluem: dietas de perda de 15 kg numa semana, suplementos de cura milagrosa, ou planos que prometam resultados sem qualquer esforço. Talvez um dia, todas estas ferramentas sejam uma realidade, mas a verdade é que hoje em dia, as alterações de estilos de vida mais sustentadas e benéficas a longo prazo, são as que requerem esforço e paciência. Por vezes, o dinheiro que gastamos nestes planos milagre e suplementos fantasia, poderia ser suficiente para um acompanhamento frequente por um profissional de saúde, e esse sim seria capaz de nos ajudar a atingir objetivos reais 🙂 Sabemos que há dias que queremos ver resultados “amanhã”, e há estratégias que nos podem ajudar a ficar mais motivados, mas de forma geral o melhor é mesmo tentar fazer mudanças que durem!

Dietas radicais: Dietas que prometem resultados à custa da restrição total de um grupo de macronutrientes (proteínas, gorduras, hidratos de carbono) ou grupos alimentares essenciais (frutas, vegetais, leguminosas), geralmente não são benéficas a longo prazo. Uma dieta saudável deve ser equilibrada e como tal incluir vários grupos de alimentos. Adicionalmente, viver em constante restrição, excluindo um dos principais componentes da dieta, não é sustentável a longo prazo e pode aumentar o risco de futuros distúrbios alimentares.

Dietas que promovem a compra de um suplemento ou tratamento específico. Em alguns casos específicos, a toma de um suplemento pode ser benéfica. Contudo, na população em geral não há necessidade de um suplemento ou alimento especifico para perda de peso. Perder peso não implica comprar um pózinho de uma marca específica que só se vende num determinado sítio. É bem mais simples. E por isso se depois de um discurso sobre um plano milagre, vem a venda de um produto que só se vende num sitio e de uma determinada marca: suspeitem. Lembrem-se que uma dieta saudável, mesmo para perda de peso, não implica obrigatoriamente gastar mais dinheiro.

Confirmar a informação. Este ponto não implica ler exaustivamente 70 artigos no pubmed. Implica apenas uma rápida pesquisa em sites cientificamente credíveis. Ainda assim, relembrar que há áreas em saúde e nutrição mais difíceis de estudar que outras, e que por isso toda a informação deve ser lida com algum bom senso 🙂 Aqui vão alguns bons exemplos de sites onde podem procurar informação: https://www.cochrane.org, https://www.efsa.europa.eu/en, https://www.fda.gov, https://www.dgs.pt, https://sciencebasedmedicine.org, entre outros.

Por fim:

A informação é cada vez mais, e mesmo havendo artigos que suportem muitas das afirmações partilhadas, a verdade é que o que hoje é verdade, amanha pode não ser. Neste sentido: não sejam fundamentalistas. Nada por si só mata ou salva vidas. Somos o resultado de todas as escolhas que fazemos diariamente e por isso o importante é que as façamos de forma consciente e com algum equilíbrio (incluindo equilíbrio mental 🙂

Esperamos que tenha sido útil! Boa semana

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